Conselho de Segurança renova por mais um ano a Força de Paz da ONU no Líbano

Membro da UNIFIL durante uma patrulha no Líbano. Foto: UNIFIL

Membro da UNIFIL durante uma patrulha no Líbano. Foto: UNIFIL

A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) conta com uma Força-Tarefa Marítima, comandada pela Marinha do Brasil.

O Conselho de Segurança renovou nesta terça-feira (26) o mandato da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) por mais um ano, possibilitando que a missão continue suas funções até 31 de agosto de 2015. Na ocasião, a entidade também condenou veemente as tentativas de ameaçar a segurança e a estabilidade do país.

O Conselho felicitou a UNIFIL por ajudar a estabelecer um “novo ambiente estratégico no sul do Líbano” e pediu uma maior cooperação a missão da ONU e as Forças Armadas Libanesas (LAF). Desde 2006, o mandato da missão foi ampliado e passou a contar com uma Força-Tarefa Marítima, atualmente comandada pela Marinha do Brasil.

A Força de Paz, que foi estabelecido pela primeira vez em 1978, tem a tarefa de garantir que a área separando o Líbano de Israel, chamada de Linha Azul, esteja livre de armas, pessoal e bens não autorizados. Também colabora com a LAF no cumprimento de suas funções de segurança, trabalha com as partes para resolver a questão pendente do norte do Ghajar e continua monitorando e informando sobre violações terrestres e áreas da resolução 1701, que pôs fim a guerra de 2006 entre Israel e o grupo libanês Hizbollah.

“Os recentes incidentes com foguetes disparados do sul do Líbano em direção a Israel e a retaliação por parte das Forças de Defesa de Israel (IDF) em toda a Linha Azul são motivo de preocupação”, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. O Conselho de Segurança fez um apelo para que todas as partes envolvidas respeitem essa zona neutra e cessem as hostilidades.

ONU: Mais de 300 morrem ao cruzar o Mediterrâneo durante o fim de semana, o mais mortal de 2014

Três embarcações naufragaram perto da costa líbia. Segundo o ACNUR, só este ano 1.889 pessoas morreram, sendo que 1.600 pereceram desde o começo de junho.

Foto: ACNUR/M. Sibiloni

Foto: ACNUR/M. Sibiloni

Os últimos dias têm sido os piores neste ano para aqueles que tentam cruzar o Mediterrâneo ilegalmente do norte da África para a Europa, alertou a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). Durante o último fim de semana, três embarcações naufragaram perto da costa líbia. Segundo a agência, só este ano 1.889 pessoas morreram, sendo que 1.600 pereceram desde o começo de junho.

O primeiro e maior acidente ocorreu na sexta-feira (22) quando um barco carregando 270 pessoas virou perto de Garibouli, na Líbia. Apenas 19 pessoas sobreviveram e a guarda costeira líbia conseguiu resgatar os corpos de 100 pessoas, incluindo cinco crianças menores de cinco anos e sete mulheres. Segundo o relato dos sobreviventes, o barco já tinha alcançado sua capacidade máxima, mas novas pessoas foram forçadas a subir a bordo no último minuto.

No sábado (23) a marinha italiana encontrou 18 cadáveres de imigrantes num barco salva-vidas e que estava à deriva na costa da ilha italiana de Lampedusa. Outras 73 conseguiram ser resgatadas, mas 10 continuam desaparecidos.  Os sobreviventes eram, principalmente, do Mali, Costa do Marfim, Guiné e Sudão. No dia seguinte, um barco pesqueiro com 400 pessoas virou no norte da costa líbia devido ao mal tempo, mas graças a ações em conjunto da marinha italiana, a guarda costeira e um navio mercante, 364 conseguiram ser resgatadas.

O principal país de embarque para a Europa é a Líbia, onde a atual situação de violência favoreceu as operações de tráfico humano ilegais, bem como incentivaram a que refugiados e migrantes prefiram arriscar suas vidas ao mar a continuar em zonas de conflito. A porta-voz do ACNUR, Melissa Fleming pediu uma ação urgente e articulada da Europa, incluindo o fortalecimento de operações de busca e resgate no Mediterrâneo. Também salientou a necessidade de encontrar alternativas legais para regularizar aqueles que se arriscam ao mar, em sua maioria provenientes da Eritreia, Síria e Somália.

Sudão do Sul: Missão da ONU condena detenção de monitores internacionais no país

A UNMISS também anunciou que investigará a causa da queda de um helicóptero a serviço da missão, ocorrida nesta terça-feira (26).

Helicóptero MI-8 da UNMISS, em Juba. Foto: ONU/Martine Perret.

Helicóptero MI-8 da UNMISS, em Juba. UN Photo/Martine Perret. Foto: ONU/Martine Perret

A Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS) condenou a detenção neste fim de semana de uma equipe de seis monitores da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD), que acompanham o cessar-fogo no país, e de três tripulantes em Bouth pelas forças aliadas e de oposição do Exército Popular de Libertação do Sudão (SPLA).

Os monitores, que fazem parte de uma equipe de verificação em Bouth, estavam em uma missão de rotina quando foram detidos. Um representante do SPLA, que fazia parte da equipe, morreu durante o período de detenção, supostamente, devido a causas naturais, disse a UNMISS. “Esforços estão em andamento para recuperar a aeronave da IGAD que voou os monitores para Bouth”, acrescentou.

A UNMISS pediu às partes que colaborem plenamente na busca de uma solução pacífica e duradoura para a crise atual no Sudão do Sul, que vem sofrendo com a onda de violência nas últimas semanas. Lutas políticas internas entre o presidente Salva Kiir e seu ex-vice, Riek Machar, iniciadas em dezembro de 2013 e, posteriormente, se transformou em um conflito que levou cerca de 100 mil pessoas a encontrarem abrigo nas bases da UNMISS em todo o país. Cerca de 1,5 milhão de pessoas estão deslocadas e mais de 7 milhões com riscos de fome e doenças. 

Acidente aéreo

Nesta terça-feira, a UNIMISS anunciou um acidente aéreo com um dos seus helicópteros MI-8 que deixou três tripulantes mortos e um ferido.

As causas do acidente ainda são desconhecidas, mas a UNMISS já anunciou uma investigação para determinar o fator que levou provocou a queda da aeronave.

Relator Especial da ONU pede acesso a Israel e aos Territórios Palestinos Ocupados para missão de avaliação

A última visita de um especialista de direitos humanos da ONU a Israel e aos Territórios Palestinos Ocupados foi em 2007.

Bebê de 18 meses na enfermaria pediátrica do hospital Al-Shifa, em Gaza, se recuperando de queimaduras sofridas em uma explosão. Foto: UNICEF/El Baba

Bebê de 18 meses na enfermaria pediátrica do hospital Al-Shifa, em Gaza, se recuperando de queimaduras sofridas em uma explosão. Foto: UNICEF/El Baba

O relator especial da ONU para os direitos humanos, Makarim Wibisono, solicitou nesta terça-feira (26) o acesso a Israel e aos Territórios Palestinos Ocupados para reunir informações em primeira mão sobre o impacto da atual escalada de hostilidades.

Wibisono é o novo encarregado de monitorar e informar sobre a situação dos direitos humanos nos Territórios Palestinos, ocupados desde 1967. A última visita de um relator especial da ONU com este mandato à Israel e aos Territórios Palestinos Ocupados foi em 2007. No entanto, apesar de Israel ter concedido o acesso, nenhuma reunião com as autoridades israelense foi realizada. 

“Como relator especial é minha prioridade ver com meus próprios olhos a situação no local, ouvir e falar diretamente com as vítimas e testemunhas, e debater questões relevantes com representes de ambos os lados”, afirmou em um comunicado à imprensa.

O relator também frisou que “levantar o bloqueio de sete anos à Gaza é um passo essencial para acabar com esta crise perpétua e permitir que as pessoas reconstruam suas vidas”, disse, acrescentando que planeja realizar sua missão em setembro de 2014. Sua ideia é expôr suas primeiras impressões em uma das sessões da Assembleia Geral que acontecerá em outubro de 2014 e divulgar seu primeiro relatório substancial para a sessão do Conselho de Direitos Humanos em março de 2015.

UNICEF faz tributo a vida e trabalho de seu embaixador da Boa Vontade Richard Attenborough

Falecido no último domingo (24), o diretor de “Ghandi” contribuiu com importantes campanhas de sensibilização e arrecadação de doações para o Fundo da ONU para a Infância (UNICEF) desde 1987.

O diretor Sir Richard Attenborough foi apresentado como embaixador da Boa Vontade do UNICEF em 28 de setembro de 1987. Foto: ONU/Milton Grant

O diretor Sir Richard Attenborough foi apresentado como embaixador da Boa Vontade do UNICEF em 28 de setembro de 1987. Foto: ONU/Milton Grant

Com a morte de Richard Attenborough, “o mundo não só perdeu uma grande voz, mas uma grande alma”, disse o diretor executivo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Anthony Lake, realizando uma homenagem ao embaixador da Boa Vontade da agência, que faleceu no último domingo (24), aos 90 anos.

“Lord Attenborough tocou a vida de milhões de pessoas como os seus notáveis filmes, e através de suas viagens e trabalho como embaixador da Boa Vontade do UNICEF, ele mudou a vida de incontáveis crianças. Nos juntamos aos seus inúmeros admiradores no ato de honrar sua vida e lamentar sua perda”, disse Lake.

Attenborough era um dos principais atores britânicos e renomado diretor, vencedor de dois prêmios Oscar. Desde 1987, ele atuava como Embaixador da Boa Vontade do UNICEF, parceria que nasceu durante as filmagens de “Gandhi” na Índia e “Um Grito de Liberdade”, no Zimbábue, onde entrou em contato com o trabalho da agência nesses países.

Durante a estreia de ambos os filmes, o diretor organizou sessões exclusivas para angariar fundos para a agência, conseguindo, apenas com o lançamento de “Gandhi”, mais de 1 milhão de dólares para o UNICEF. O seu compromisso também incluiu diversas viagens a países africanos e engajamento em campanhas políticas e de sensibilização sobre os direitos das crianças.

Ebola: Restrições de voos a países afetados prejudicam capacidade de resposta ao surto, adverte ONU

As Nações Unidas afirmam que tais limitações estão impedindo o movimento internacional de especialistas e profissionais de saúde, bem como a entrega de equipamentos e materiais essenciais para combater o surto.

UNICEF e parceiros visitar um mercado lotado em Conakry, na Guiné, para explica como podem se proteger e suas famílias do Ebola. Foto: UNICEF Guiné

UNICEF e parceiros visitar um mercado lotado em Conacri, na Guiné, para explica como podem se proteger e suas famílias do Ebola. Foto: UNICEF Guiné

As Nações Unidas advertiram nesta segunda-feira (25) sobre as restrições a voos dentro e fora dos países afetados na África Ocidental, que além de contribuírem com o isolamento econômico e diplomático da região, impedem a entrada e saída internacional de especialistas e profissionais de saúde, bem como a entrega de equipamentos e materiais essenciais para ajudar no combate ao surto.

O porta-voz do secretário-geral da ONU, Stephane Dujarric, disse que apesar de essas medidas serem compreensíveis, não são justificáveis, dado que não representam a maneira mais eficaz de controlar a importação do vírus para outros países.  “A medida não reflete o que se conhece sobre o modo pelo qual o vírus passa entre as pessoas”, acrescentou, reforçando que o vírus Ebola é transmitido através do contato direto com o sangue ou fluidos corporais de uma pessoa que está doente com o vírus.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) também alertou que a carência de material de proteção para a equipe médica, a falta de profissionais de saúde para cuidar dos pacientes infectados e as jornadas muito longas de trabalho em áreas isoladas têm provocado uma proporção jamais vista de médios, enfermeiras e trabalhados de saúde infectados. Até a data, mais de 240 desenvolveram a doença no quatro países afetados e mais da metade morreram.

Segundo dados oficiais da OMS, registrados até 20 de agosto, um total de 2.615 casos e 1.427 mortes relatadas no Guiné, Libéria, Serra Leoa e Nigéria. Nestes países, mais de 240 profissionais foram afetados e mais de 120 morreram.

Mulher síria dá à luz quíntuplos, semanas após fugir a pé do Iraque

“Ela deu à luz no sétimo mês de gravidez, mas graças a Deus a mãe e os bebês estão todos em bom estado de saúde”, disse um médico do hospital à Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), que está prestando assistência aos refugiados e deslocados na região.

Os cinco bebês recém-nascidos descansam em um hospital em Qamishli, no nordeste da Síria. Foto: ACNUR

Os cinco bebês recém-nascidos descansam em um hospital em Qamishli, no nordeste da Síria. Foto: ACNUR

Uma mulher síria de 27 anos de idade, deu à luz quíntuplos em norte do país semanas após fugir a pé de sua casa no vizinho Iraque.

Tamam, que é da minoria iazidi, deu à luz por cesariana no dia 14 de agosto em um hospital na cidade de Qamishli. “Ela deu à luz no sétimo mês de gravidez, mas graças a Deus a mãe e os bebês estão todos em bom estado de saúde”, disse um médico do hospital à Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Os cinco bebês serão registrados em breve.

A mulher, de nacionalidade síria, está entre as dezenas de milhares de pessoas que fugiram da violência no norte do Iraque desde junho, incluindo muitas que procuraram abrigo na Síria. Eles incluem dezenas de milhares de iazidis da área de Sinjar, no Iraque.

Tamam se mudou para a cidade de Mossul, no ano passado, depois de se casar com um homem iraquiano. Eles fugiram depois que militantes armados capturaram a cidade, a segunda maior do Iraque, em junho passado. “Tivemos que caminhar por dois dias antes de chegarmos à fronteira [síria]”, disse Tamam, acrescentando que ela e seu marido estavam com outras sete famílias iazidi e só tinham uma garrafa de água para compartilhar.

Ela está atualmente hospedada na casa de seus pais perto de Qamishli e se preocupa sobre como vai cuidar de seus bebês recém-nascidos e satisfazer as suas necessidades. “Nós não vamos ser capazes de fornecer fraldas e leite para cinco filhos por causa da nossa má situação financeira”, revelou. O marido de Tamam está desempregado e nenhum dos seus irmãos trabalham. O ACNUR tem fornecido fraldas, absorventes higiênicos e apoio financeiro.

O ACNUR está coordenando a resposta da ONU na Síria para a crise dos refugiados iazidi. Desde o dia 8 de agosto, o ACNUR e outras agências humanitárias das Nações Unidas e estão entregando suprimentos para salvar as vidas de todas as pessoas que consegue alcançar.

Foto também disponível em http://bit.ly/1qyayR5. Saiba mais em www.acnur.org.br e www.onu.org.br/especial/iraque