Crianças são as mais afetadas por violência em Gaza e Israel, alerta chefe do UNICEF

Anthony Lake alertou que violência já deixou pelo menos 33 vítimas fatais em Gaza, com centenas de outras feridas. “Nenhuma criança deveria sofrer as terríveis consequências deste tipo violência.”

Menina tenta, juntamente com outros palestinos de Gaza, cruzar a fronteira para o Egito. Foto: UNICEF / Eyad El Baba

Menina tenta, juntamente com outros palestinos de Gaza, cruzar a fronteira para o Egito. Foto: UNICEF / Eyad El Baba

O diretor executivo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Anthony Lake, deu uma declaração neste domingo (13) condenando fortemente a violência contra crianças em Gaza e Israel.

“As crianças são as mais afetadas pelo agravamento da violência em Gaza e em Israel, com pelo menos 33 vítimas fatais em Gaza, nos últimos dias, e centenas de outras feridas”, alertou Lake. “Nenhuma criança deveria sofrer as terríveis consequências deste tipo violência.”

O chefe do UNICEF lembrou que a violência tem um custo muito elevado sobre as crianças, tanto física quanto psicologicamente, tendo implicações alarmantes para as futuras possibilidades de paz, estabilidade e entendimento. “Frequentemente, as crianças que testemunham este tipo de violência, e passam a considerá-la como ‘normal’, têm grande possibilidade de repeti-la mais tarde em suas vidas”, afirmou.

Lake lembrou que a equipe do UNICEF na região tem conversado com as famílias, descrevendo o impacto emocional profundo que a violência atual tem sobre as crianças.

“[As crianças] não estão dormindo bem ou têm pesadelos, pararam de comer e estão demostrando sintomas do sofrimento psicológico que estão vivendo”, afirmou ele.

Diante da possibilidade de uma escalada de violência ainda maior, o diretor do UNICEF disse que a agência da ONU se junta ao Conselho de Segurança “para pedir, com urgência, que ambos os lados envolvidos no conflito protejam os civis, não só em nome da paz, mas também em nome das crianças que estão sofrendo os piores efeitos do atual estado de violência”.

Nesta segunda-feira (14), mensagens de rádio estão sendo transmitidas para alertar crianças e suas famílias sobre os perigos representados por artefatos explosivos em Gaza.

Segundo o UNICEF na Palestina, explosivos não detonados podem estar nos escombros de um edifício atingido por um ataque aéreo de Israel. A presença de resíduos explosivos representa um alto risco para os civis, especialmente para as crianças, que podem acidentalmente se ferir com eles, explicou a agência da ONU.

Leia a nota do UNICEF em português (aqui) ou em inglês (aqui).

Superlotação em prisões italianas tem que acabar, dizem especialistas da ONU

Grupo de Trabalho sobre Detenção Arbitrária pediu a adoção de medidas alternativas como forma de proteger o direito dos migrantes internacionais.

Refugiados tentam frequentemente ingressar na Itália, muitas vezes de modo precário. Foto: ACNUR/L.Boldrini

Refugiados tentam frequentemente ingressar na Itália, muitas vezes de modo precário. Foto: ACNUR/L.Boldrini

O Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Detenção Arbitrária pediu nesta sexta-feira (11) ao governo da Itália para que tomasse medidas alternativas à prisão, com o objetivo de acabar com a superlotação das prisões e proteger o direito dos migrantes internacionais.

O único meio para solucionar o excesso da população carcerária é sua libertação, disse o especialista em direitos humanos, Mads Andenas, que lidera o grupo de trabalho. A declaração foi feita no final de uma visita de três dias à Itália para acompanhar a implementação das recomendações emitidas após a visita do Grupo de Trabalho em 2008. “Pedimos às autoridades italianas que cumpram com as nossas recomendações sobre prisões.”

O Grupo de Trabalho elogiou também as recentes reformas feitas pelo governo, que reduziram a duração das penas, a superlotação nos estabelecimentos penitenciários, bem como a utilização de detenção prejulgamento.

De acordo com as novas leis, a prisão preventiva não pode ser aplicada nos casos em que o juiz considere que o réu, caso seja culpado, seja condenado a três anos ou menos. “Isso reduziria o uso inadequado de prisão preventiva, como pena”, disse Andenas.

Observando que a Itália não tem uma política geral de detenção obrigatória de todos os requerentes de asilo e migrantes em situação irregular, como acontece em alguns outros países da Europa, o Grupo de Trabalho saudou a recente abolição da migração como uma circunstância agravante em direito penal e as medidas tomadas pelo Parlamento no sentido de revogar o crime de “entrada e permanência ilegal”. No entanto, ele observou com preocupação que este último continua a ser uma infração administrativa.

ONU nomeia nova enviada especial para mudança climática

A irlandesa Mary Robinson já foi alta comissária da ONU para os Direitos Humanos entre os anos de 1997 e 2002. Cúpula do Clima acontecerá em setembro em Nova York.

Mary Robinson fala a jornalistas (setembro de 2013). Foto: ONU/JC McIlwaine

Mary Robinson fala a jornalistas (setembro de 2013). Foto: ONU/JC McIlwaine

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, nomeou nesta segunda-feira (14) a ex-presidente da Irlanda, Mary Robinson, como sua enviada especial para mudança climática para mobilizar a comunidade internacional para o tema. A nomeação vem a poucos meses de uma cúpula do clima que o chefe das Nações Unidas promoverá em setembro.

Robinson, que também é presidente de uma fundação sobre justiça climática, irá trabalhar em estreita colaboração com os enviados especiais John Kufuor e Michael Bloomberg em seu novo papel.

A Cúpula do Clima vai acontecer em Nova York no dia 23 de setembro deste ano.

“A Cúpula será um marco importante para mobilizar o compromisso político para a conclusão de um acordo global em 2015, bem como para estimular o reforço da ação para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e construir comunidades resistentes ao clima”, disse Ban por meio de um comunicado.

Ao pedir a Robinson para assumir este mandato, o secretário-geral elogiou seu trabalho como enviada especial para a Região dos Grandes Lagos da África, em particular por seus esforços em trazer a coesão e a consciência internacional para os desafios da região.

Robinson já foi alta comissária da ONU para os Direitos Humanos entre os anos de 1997 e 2002.

Jordânia já recebeu cerca de 600 mil refugiados sírios

Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) trabalha dia e noite para registrar sírios que chegam ao país.

Uma família de refugiados sírios caminha com seus poucos pertences pelo centro de registro em Rabaa al Sarhan. O centro opera 24 horas por dia para registrar aqueles que chegam da Jordânia para escapar da guerra em sua terra natal. Foto: ACNUR/ J.Kohler

Uma família de refugiados sírios caminha com seus poucos pertences pelo centro de registro em Rabaa al Sarhan. O centro opera 24 horas por dia para registrar aqueles que chegam da Jordânia para escapar da guerra em sua terra natal. Foto: ACNUR/ J.Kohler

Nas sombrias primeiras horas do dia, uma família síria de cinco pessoas desce lentamente de um ônibus após uma longa viagem da fronteira da Jordânia com a Síria. Apesar do imenso cansaço, este é um momento de grande alívio. Eles estão finalmente seguros.

“Nós deixamos nossa casa na Síria há 13 dias. Saímos às cinco horas da manhã e caminhamos até às sete da noite. Andamos por várias horas com alguns pequenos intervalos. Nós tínhamos somente pão para comer e não tínhamos escolha senão beber água suja das poças”, afirmou Maher, o pai da família.

“Cada uma das minhas crianças carregou uma sacola pesada. Eu tinha o mais novo nas minhas costas e uma sacola enorme nas mãos. Estávamos constantemente preocupados no caminho, com medo de sermos bombardeados ou mortos, especialmente com crianças tão pequenas. Estamos muito aliviados por estarmos aqui.”

Enquanto o resto da Jordânia dorme, as operações no Centro de Registro Raba Sarhan, no norte do país, não param. O centro trabalha 24 horas, sete dias da semana. Ele tem espaçosas salas de espera e 26 salas de entrevista que recebem mais de 3 mil refugiados por dia. Nos seus primeiros seis meses, mais de 49 mil refugiados foram registrados.

Desde o começo do conflito, a Jordânia já recebeu aproximadamente 600 mil refugiados sírios. Quando as pessoas atravessavam fronteiras não oficiais, elas eram levadas diretamente para os campos de refugiados. Muitas vezes isso significava várias horas até serem registradas.

No campo de Zaatari, ao norte da Jordânia — aberto há dois anos –, a equipe de registro trabalhava dia e noite por não ter funcionários suficientes. Quando o número de pessoas procurando refúgio aumentou, muitos tiveram de esperar mais de 12 horas pelo registro. Isso era esgotante após uma longa e cansativa jornada, sendo que muitos escapavam de batalhas em que lutaram com facções.

O Centro é estruturado para agir rapidamente nos processos. Agora, refugiados podem ser registrados em duas horas. Além disso, ocorre a coleta de várias informações necessárias para melhor proteger os refugiados. “Casos vulneráveis como de crianças desacompanhadas e mulheres em risco podem agora ser identificados e encaminhados imediatamente para acompanhamento”, afirma Mathilde Tiberghien, Oficial de Proteção da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), que administra o centro.

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Ban Ki-moon pede fim da violência após o pior confronto na Líbia em seis meses

Combates pesados entre milícias disputando o controle do principal aeroporto deixaram pelo menos sete mortos e forçaram a interrupção dos voos.

Cidade de Bengazi, na Líbia. Foto: UNSMIL/Iason Athanasiadis

Cidade de Bengazi, na Líbia. Foto: UNSMIL/Iason Athanasiadis

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu nesta segunda-feira (14) a suspensão dos recentes confrontos na Líbia e exortou todas as partes envolvidas a abster-se da violência para atingir seus objetivos políticos.

Pesados combates neste domingo (13) entre milícias rivais disputando o controle do principal aeroporto da Líbia, em Trípoli, deixaram pelo menos sete mortos e forçaram a interrupção dos voos no pior conflito na capital líbia em seis meses.

O país do Norte africano, que vem passando por uma transição democrática desde a derrubada do ex-líder Muamar Kadafi, em 2011, vem testemunhando recentes tensões políticas, que têm causado a morte de muitos civis.

“O secretário-geral da ONU acredita que tais ações prejudicam os sacrifícios que tantos líbios têm feito desde o inicio da revolução, com o objetivo de criar um Estado novo baseado no Estado de Direito. Ele reitera a necessidade urgente de diálogo entre todas as partes envolvidas no país para chegar a um acordo de forma pacífica e levar adiante o processo de transição política”, declarou.

A Missão de Apoio da ONU na Líbia (UNSMIL) também pediu, neste domingo (13), a cessação de hostilidades em várias partes do país. Além disso, exortou as autoridades líbias, as forças políticas e grupos armados a dar um fim ao sofrimento dos civis.

Com foco na saúde e redução da pobreza, chefe da ONU viaja para República Dominicana e Haiti

Ban Ki-moon visitará os países da Ilha de São Domingos, onde se reunirá com autoridades e avaliará em primeira mão programas sociais.

Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH) trabalha junto com as agências do Haiti para combater a cólera fornecendo água limpa. Foto: ONU/Logan Abassi

Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH) trabalha junto com as agências do Haiti para combater a cólera fornecendo água limpa. Foto: ONU/Logan Abassi

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, viaja para o Haiti e a República Dominicana para se reunir, a partir desta segunda-feira (14), com as autoridades de ambos os governos. A visita também tem como propósito avaliar em primeira mão os programas destinados a melhorar a saúde e reduzir a pobreza.

No Haiti, o secretário-geral visitará um vilarejo no departamento Centro para lançar, junto com o primeiro-ministro Laurent Lamothe, a “Campanha de Saneamento Total”, um projeto nacional que visa a intensificar as intervenções de saneamento e higiene nas áreas rurais.

O secretário-geral também vai se reunir com a comunidade local e com famílias que foram afetadas pela cólera. Desde o início da epidemia em outubro de 2010, a ONU iniciou um esforço para ajudar o governo do Haiti a combater a doença.

Em dezembro de 2012, a ONU lançou uma iniciativa para a eliminação da cólera no Haiti e na República Dominicana que se concentra na prevenção, tratamento e educação e no planejamento de infraestrutura de longo prazo.

Na capital, Porto Príncipe, o secretário-geral se reunirá com o presidente Michel Martelly e outros parlamentares. Além disso, durante a visita, Ban Ki-moon vai inaugurar o centro “Esporte para a Esperança”, junto com o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach.

Na República Dominicana, o secretário-geral se reunirá com o presidente Danilo Medina e participará de uma sessão conjunta do congresso. Ban Ki-moon também vai visitar “Quisqueya sem Miséria”, uma iniciativa de combate à pobreza com foco nos grupos mais vulneráveis.

PNUMA reabre vaga para consultoria no projeto Compras Públicas Sustentáveis e Rotulagem Ambiental

O contrato tem duração de 9 meses. O prazo é dia 20 de julho de 2014.

O Escritório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) no Brasil reabriu seleção para consultoria técnica no projeto Compras Públicas Sustentáveis e Rotulagem Ambiental (SPPEL, na sigla em inglês). A inciativa fomenta o uso de certificações, rótulos ambientais e outras ferramentas voluntárias de mercado em apoio ao programa federal de Compras Públicas Sustentáveis. O projeto SPPEL é desenvolvido no Brasil em parceria com os ministérios do Meio Ambiente, do Planejamento, Orçamento e Gestão e do Desenvolvimento Industrial e Comércios Exterior.

O consultor selecionado desenvolverá um relatório analítico (paper) com análises acerca dos resultados das etapas executadas no primeiro ano do projeto SPPEL no Brasil, apontando recomendações para a 2ª fase. O Relatório Analítico, aqui chamado de Paper Brasil, produto principal desta consultoria, servirá de subsídio de tomada de decisão pelo governo brasileiro. Ainda, o consultor atuará como mediador dos workshops temáticos do projeto. Sua participação nos workshops, desde o início do projeto, é considerada fundamental para que subsídios sejam colhidos para a elaboração do Paper Brasil.

O contrato tem duração de 9 meses. O prazo é dia 20 de julho de 2014, todas as informações em http://bit.ly/1tJC8Cc