ONU marca Dia Internacional da Alfabetização

“O analfabetismo é a maior cegueira da humanidade, é a maior vergonha. Não existe uma vergonha maior na humanidade do que o analfabetismo, porque a gente sabe que estamos mantendo milhares, milhões fora da meta que o mundo precisa. Esses estão fora. Essa é a maior vergonha da humanidade. Não tem perdão para os governantes do mundo manter esse contingente de analfabetos. Se eles quisessem, dentro de poucos anos, essa meta seria atingida.”

Em dias selecionados o Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), em parceria com a Good Planet Foundation, exibe vídeos do projeto “7 bilhões de outros” para comunicar os medos, sonhos, sofrimentos e esperanças dos cidadãos de todo o mundo.

Nesta segunda-feira, 8 de setembro, é marcado o Dia Internacional da Alfabetização. O tema deste ano é “Alfabetização e Desenvolvimento Sustentável” e é uma oportunidade de relembrar que “a alfabetização não apenas muda vidas, ela também as salva”, como diz a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova: http://bit.ly/1oZJEk4

Saiba mais sobre o projeto “7 bilhões de outros” em http://bit.ly/1oZK89V e sobre alfabetização em http://bit.ly/1oZKGMU

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UNICEF faz tributo a vida e trabalho de seu embaixador da Boa Vontade Richard Attenborough

Falecido no último domingo (24), o diretor de “Ghandi” contribuiu com importantes campanhas de sensibilização e arrecadação de doações para o Fundo da ONU para a Infância (UNICEF) desde 1987.

O diretor Sir Richard Attenborough foi apresentado como embaixador da Boa Vontade do UNICEF em 28 de setembro de 1987. Foto: ONU/Milton Grant

O diretor Sir Richard Attenborough foi apresentado como embaixador da Boa Vontade do UNICEF em 28 de setembro de 1987. Foto: ONU/Milton Grant

Com a morte de Richard Attenborough, “o mundo não só perdeu uma grande voz, mas uma grande alma”, disse o diretor executivo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Anthony Lake, realizando uma homenagem ao embaixador da Boa Vontade da agência, que faleceu no último domingo (24), aos 90 anos.

“Lord Attenborough tocou a vida de milhões de pessoas como os seus notáveis filmes, e através de suas viagens e trabalho como embaixador da Boa Vontade do UNICEF, ele mudou a vida de incontáveis crianças. Nos juntamos aos seus inúmeros admiradores no ato de honrar sua vida e lamentar sua perda”, disse Lake.

Attenborough era um dos principais atores britânicos e renomado diretor, vencedor de dois prêmios Oscar. Desde 1987, ele atuava como Embaixador da Boa Vontade do UNICEF, parceria que nasceu durante as filmagens de “Gandhi” na Índia e “Um Grito de Liberdade”, no Zimbábue, onde entrou em contato com o trabalho da agência nesses países.

Durante a estreia de ambos os filmes, o diretor organizou sessões exclusivas para angariar fundos para a agência, conseguindo, apenas com o lançamento de “Gandhi”, mais de 1 milhão de dólares para o UNICEF. O seu compromisso também incluiu diversas viagens a países africanos e engajamento em campanhas políticas e de sensibilização sobre os direitos das crianças.

Mulher síria dá à luz quíntuplos, semanas após fugir a pé do Iraque

“Ela deu à luz no sétimo mês de gravidez, mas graças a Deus a mãe e os bebês estão todos em bom estado de saúde”, disse um médico do hospital à Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), que está prestando assistência aos refugiados e deslocados na região.

Os cinco bebês recém-nascidos descansam em um hospital em Qamishli, no nordeste da Síria. Foto: ACNUR

Os cinco bebês recém-nascidos descansam em um hospital em Qamishli, no nordeste da Síria. Foto: ACNUR

Uma mulher síria de 27 anos de idade, deu à luz quíntuplos em norte do país semanas após fugir a pé de sua casa no vizinho Iraque.

Tamam, que é da minoria iazidi, deu à luz por cesariana no dia 14 de agosto em um hospital na cidade de Qamishli. “Ela deu à luz no sétimo mês de gravidez, mas graças a Deus a mãe e os bebês estão todos em bom estado de saúde”, disse um médico do hospital à Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Os cinco bebês serão registrados em breve.

A mulher, de nacionalidade síria, está entre as dezenas de milhares de pessoas que fugiram da violência no norte do Iraque desde junho, incluindo muitas que procuraram abrigo na Síria. Eles incluem dezenas de milhares de iazidis da área de Sinjar, no Iraque.

Tamam se mudou para a cidade de Mossul, no ano passado, depois de se casar com um homem iraquiano. Eles fugiram depois que militantes armados capturaram a cidade, a segunda maior do Iraque, em junho passado. “Tivemos que caminhar por dois dias antes de chegarmos à fronteira [síria]”, disse Tamam, acrescentando que ela e seu marido estavam com outras sete famílias iazidi e só tinham uma garrafa de água para compartilhar.

Ela está atualmente hospedada na casa de seus pais perto de Qamishli e se preocupa sobre como vai cuidar de seus bebês recém-nascidos e satisfazer as suas necessidades. “Nós não vamos ser capazes de fornecer fraldas e leite para cinco filhos por causa da nossa má situação financeira”, revelou. O marido de Tamam está desempregado e nenhum dos seus irmãos trabalham. O ACNUR tem fornecido fraldas, absorventes higiênicos e apoio financeiro.

O ACNUR está coordenando a resposta da ONU na Síria para a crise dos refugiados iazidi. Desde o dia 8 de agosto, o ACNUR e outras agências humanitárias das Nações Unidas e estão entregando suprimentos para salvar as vidas de todas as pessoas que consegue alcançar.

Foto também disponível em http://bit.ly/1qyayR5. Saiba mais em www.acnur.org.br e www.onu.org.br/especial/iraque

Jordânia já recebeu cerca de 600 mil refugiados sírios

Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) trabalha dia e noite para registrar sírios que chegam ao país.

Uma família de refugiados sírios caminha com seus poucos pertences pelo centro de registro em Rabaa al Sarhan. O centro opera 24 horas por dia para registrar aqueles que chegam da Jordânia para escapar da guerra em sua terra natal. Foto: ACNUR/ J.Kohler

Uma família de refugiados sírios caminha com seus poucos pertences pelo centro de registro em Rabaa al Sarhan. O centro opera 24 horas por dia para registrar aqueles que chegam da Jordânia para escapar da guerra em sua terra natal. Foto: ACNUR/ J.Kohler

Nas sombrias primeiras horas do dia, uma família síria de cinco pessoas desce lentamente de um ônibus após uma longa viagem da fronteira da Jordânia com a Síria. Apesar do imenso cansaço, este é um momento de grande alívio. Eles estão finalmente seguros.

“Nós deixamos nossa casa na Síria há 13 dias. Saímos às cinco horas da manhã e caminhamos até às sete da noite. Andamos por várias horas com alguns pequenos intervalos. Nós tínhamos somente pão para comer e não tínhamos escolha senão beber água suja das poças”, afirmou Maher, o pai da família.

“Cada uma das minhas crianças carregou uma sacola pesada. Eu tinha o mais novo nas minhas costas e uma sacola enorme nas mãos. Estávamos constantemente preocupados no caminho, com medo de sermos bombardeados ou mortos, especialmente com crianças tão pequenas. Estamos muito aliviados por estarmos aqui.”

Enquanto o resto da Jordânia dorme, as operações no Centro de Registro Raba Sarhan, no norte do país, não param. O centro trabalha 24 horas, sete dias da semana. Ele tem espaçosas salas de espera e 26 salas de entrevista que recebem mais de 3 mil refugiados por dia. Nos seus primeiros seis meses, mais de 49 mil refugiados foram registrados.

Desde o começo do conflito, a Jordânia já recebeu aproximadamente 600 mil refugiados sírios. Quando as pessoas atravessavam fronteiras não oficiais, elas eram levadas diretamente para os campos de refugiados. Muitas vezes isso significava várias horas até serem registradas.

No campo de Zaatari, ao norte da Jordânia — aberto há dois anos –, a equipe de registro trabalhava dia e noite por não ter funcionários suficientes. Quando o número de pessoas procurando refúgio aumentou, muitos tiveram de esperar mais de 12 horas pelo registro. Isso era esgotante após uma longa e cansativa jornada, sendo que muitos escapavam de batalhas em que lutaram com facções.

O Centro é estruturado para agir rapidamente nos processos. Agora, refugiados podem ser registrados em duas horas. Além disso, ocorre a coleta de várias informações necessárias para melhor proteger os refugiados. “Casos vulneráveis como de crianças desacompanhadas e mulheres em risco podem agora ser identificados e encaminhados imediatamente para acompanhamento”, afirma Mathilde Tiberghien, Oficial de Proteção da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), que administra o centro.

Saiba mais clicando aqui.

Livres & Iguais: Entrevista com Gloria Crystal

“Não queremos que nos aceitem, exigimos que nos respeitem.”

É com esse espírito que Gloria Crystal, ativista do movimento trans e Secretária assistente da Secretaria para a Livre Orientação Sexual de Porto Alegre, nos conta sobre sua trajetória de vida, sobre os obstáculos e desafios superados e sobre as dificuldades enfrentadas ainda hoje pelas pessoas LGBT em relação ao mercado de trabalho e à educação.

O vídeo faz parte da campanha Livres & Iguais, uma iniciativa inédita e global das Nações Unidas para promover a igualdade e os direitos das pessoas LGBT.

A ideia é que o conhecimento a respeito dos desafios que lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis enfrentam diariamente contribua para que sejamos todos, de fato, livres e iguais.

Música mantém viva a esperança de refugiados em Angola

Freeboy Gbaryeel (à esquerda) toca em Luanda, atraindo vizinhos amantes de música. Foto: ACNUR/Tina Ghelli

Freeboy Gbaryeel (à esquerda) toca em Luanda, atraindo vizinhos amantes de música. Foto: ACNUR/Tina Ghelli

Freeboy Gbaryeel é um refugiado liberiano, de 38 anos, que vive em Luanda, capital de Angola, desde 2002. Ele se juntou a amigos e compatriotas e, na música, encontraram uma forma de manter a esperança num futuro melhor e buscar força para suportar o presente incerto.

“Quando escrevemos canções, tentamos incluir mensagens sobre o que acontece no nosso dia a dia”, explica o refugiado, que diz se sentir tão feliz quando toca que esquece dos problemas.

Apesar de a Libéria ter alcançado a paz há mais de uma década, Freeboy não vê o repatriamento como uma solução. Gbaryeel fugiu para a Costa do Marfim em 1990 para escapar da guerra civil e se mudou para Angola doze anos depois em busca de melhores oportunidades, mas como muitos outros refugiados urbanos, encontra dificuldades para sustentar a família.

Ele mantém a mulher angolana, que está grávida, e os três filhos com o dinheiro de bicos como eletricista e faz-tudo. Gbaryeel nunca pensou que a música poderia tirá-los dessa situação. Mas em 2009 resolveu investir nisso, incentivado por melodias de um violão acústico que ouvia ao retornar do trabalho para casa.

O refugiado então começou a procurar parceiros, tocar e escrever canções. O grupo cresceu e foi convidado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) a tocar num evento para marcar o Dia Mundial dos Refugiados, 20 de junho. A partir daí, por meio de doação privada, eles receberam instrumentos novos para que possam se apresentar em eventos que gerem renda.

O grupo está tocando agora todas as noites em uma lanchonete e Gbaryeel passará a dar aulas de violão.

O ACNUR apoia os mais de 43 mil refugiados que vivem em Angola, oferecendo assistência legal, garantindo acesso aos sistemas públicos de saúde e educação e organizando treinamento vocacional para torná-los autossuficientes. Também atua com o governo para prover assistência social aos mais vulneráveis.

Holocausto: Sobrevivente de Auschwitz lembra história de dor e sofrimento

27 de janeiro – Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

“Todos os anos, no aniversário da libertação do campo de concentração de Auschwitz, relembramos as vítimas do Holocausto. Recordamos o sofrimento de milhões de pessoas inocentes, e realçamos os perigos do anti-semitismo e ódio de qualquer espécie”, afirmou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Com este vídeo, a ONU marca o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Gilbert Schie relembra memórias do trajeto feito durante este período obscuro, da deportação à prisão até a liberdade. Uma história de dor e sofrimento, mas também de triunfo e de renovação, servindo como força de orientação para as futuras gerações.

Sobre o projeto

O projeto do fotógrafo Yann Arthus-Bertrand “7 Bilhões de Outros” começou em 2003, consistindo em cerca de 6 mil entrevistas filmadas em mais de 84 países, de forma a criar um retrato da humanidade e demonstrar o que nos une – e o que nos diferencia.

O Centro Regional de Informação das Nações Unidas (UNRIC) para a Europa Ocidental e a Fundação Good Planet, por meio da equipe do “7 Bilhões de Outros”, juntaram-se para lançar os vídeos no maior número de línguas possível. Outros detalhes em www.unric.org/pt

Saiba mais sobre o tema em www.un.org/en/holocaustremembrance